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Mostrando postagens de maio 26, 2013
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O seu ônibus finalmente chega. As cadeiras do fundo são sempre as que te atraem mais. Você vai cambaleando e agarrando nas poltronas com um sorrisinho meio despreocupado, meio bobo, achando graça de si mesmo. Finalmente senta. Se ajeita na poltrona surrada do velho ônibus abri a bolsa e procura o velho livro. Na próxima parada, sobe um tipo meio obscuro, meio só mais um tip
Mais do que cristã eu quero se
"Eu ouvi a conversa dos falantes, a conversa sobre o início e sobre o fim, Mas não falo nem do início nem do fim. Nunca houve mais iniciativa do que há agora, Nem mais juventude ou idade do que há agora, E jamais haverá mais perfeição do que há agora, Nem mais paraíso ou inferno do que há agora, O anseio, o anseio, o anseio, Sempre o anseio procriador do mundo. Na obscuridade a oposição equivale ao avanço, sempre substância e acréscimo, sempre o sexo, Sempre um nó de identidade, sempre distinção, sempre uma geração de vida. Não vale elaborar, eruditos e ignorantes sentem que é assim. Certeza tal como a mais certa certeza, aprumados em nossa verticalidade, bem fixados, suportados em vigas, Robustos como um cavalo, afetuosos, altivos, elétricos, Eu e este mistério aqui estamos, de pé. Clara e doce é minha alma e claro e doce é tudo aquilo que não é minha alma. Faltando um falta o outro, e o invisível é provado pelo visível Até que este s...