Now is Good - comentário o original score do filme by Dustin O'halloran. Em primeiro lugar, o score de um filme faz parte daquele todo que conhecemos como trilha sonora de um filme, só que ela é utilizada incidentalmente nas cenas. Em geral, são instrumentais produzidos especificamente para as personagens e/ou filme. Em Now is good ( Reino Unido/ Ol Parker)a exelencia é atingida pontualmente, em cada composição. Mesmo quando ainda assitia, me apaixonei pelo seu Score . Como a história é densa, afinal é um drama sobre uma adolescente com um tipo raro de câncer terminal, é de se esperar um acompanhamento sonoro que deixe em lágrimas qualquer pessoa. Quem compôs? Claro, ele, o meu queridinho desses tempos ( Hans Zimmer tá de folga), Dustin O'halloran. Tenho na minha biblioteca seus últimos quatro Cd's e escuto constantimente, no entanto, só conhecia um Ost seu que é do filme Like Crazy ( que é magnífico). É sem dúvida um dos melhores scores de t...
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Mostrando postagens de junho 9, 2013
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Tenho medo desses dias turvos, dias em que não existe esperança, nem medo. Só a música. A música que revira o estomago e pesa nos ombros. A música que provoca o choro reprimido, aquele silenciado, que faz força para não deixar cair uma gota sequer . Onde a respiração conspira contra e vai esconder-se e leva o oxigênio junto. E os motivos estão dentro de si. Na luta travada entre alma, espírito e corpo. O senhor te mandou sair de si, . Vai-te, não delongas mais o teu destino. Tu pediste norte e o senhor apontou a tua sorte. Acata. Chora. Chora. Despede-te dos teus. Despede-te de ti e promete nunca mais voltar, pois tu vais ao encontro do teu verdadeiro eu. Não tem escapatória, eis a melancolia em si. Adentrando finalmente na sua alma. Eis que todo o torpor deixa-se ir. Os dias de luta começam, e fugir de si é impossível para àquele que não está no propósito de Deus. Ele diz: Busque a natureza, saia dessa selva de loucos. Mantenha seu coração intacto. Magoe q...
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Desde criança, enquanto chovia, eu desafiava a natureza e teimava olhando para o céu. Era um luta silenciosa: meus olhos e os pingos da chuva. Como se o céu, encabulado pela ousadia, resolvesse comprar a briga e não deixar-se espiar. Eu olhava, mesmo perdendo algumas batalhas, porque eu queria saber onde era o começo, onde se formava aquela verdadeira cachoeira que vinha das nuvens. Nunca consegui descobrir, mesmo desconfiando que o segredo poderia ser explicado pelo arco-íris que sempre se formava bem perto do quintal da minha avó. Ainda sinto a sensação de que se tivesse caminhado até o outro lado do arco-íris eu descobriria, quem sabe, o lugar secreto da chuva. O lugar em que ele se prepara, onde, como num folego sem fim, se enche de água e se lança depois para à terra. Esses pensamentos povoavam a minha imaginação na minha infância, e os tinha como um tipo de rebeldia ingenua, doce, sem propósito, que ocupava as minhas tardes. Descalça, em contato com a terra toda enchar...