Contarei uma história, a minha história. Ela não tem pretensão de ser longa, corre o risco de ser curta, mas assume o risco em ser verdadeira, sem enfeites ou firulas.

Eu nasci e tudo começou. Eu tive uma infância igual a de todos, mesmo tendo acontecido comigo qualquer coisa que fuja da normalidade, algo que se aproxime do encontro com a maldade, mesmo sendo prematuramente, infelizmente, não seria algo exclusivo  da minha história. Acontece coisas boas e ruins com todo mundo, por isso nada que tenha acontecido comigo tenha sido inédito. Por isso, não mereceria ser contado, por tratar-se de algo intrínseco a estar vivo. Tive uma infância e adolescência igual  a  de todos: tomei decisões certas, erradas, fiz promessas que cumpri, outras não honrei, jurei amor a quem não amava, amei quem não me amou, fiz coisas que considerei erradas, outras os outros consideravam, dancei conforme a música,

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