Da solidão sem pressa, do silêncio de noites mal dormidas. Dos dias em que não existe medo.
Do vento em rosto medroso, sombrio, inerte. Das canções de amor, que nunca fizeram sentido.
Você nunca sentiu as borboletas, foi covarde, amou os dias de frio, apenas pelo vento gelado.
Encarou todos os olhares, mas nunca os viu.
Vive sem sombra, sem a marca da lembrança que a embriaguez das noites tortuosas deixa.
Sem coração, sem lágrimas: você está distante de si mesma, de suas raízes, da sua consciência.
Deus, mesmo misericordioso, admite a possibilidade do seu coração, está noite, estar destroçado demais.
Os joelhos dobrados, a lágrima que nunca vem. As orações de alma e espirito aberto.
Ele fala que você não estar mais sozinha, mais você está perdendo a conexão.
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