Tenho medo desses dias turvos, dias em que  não existe esperança, nem medo. Só a música. A música que revira o estomago e pesa nos ombros. A música que provoca o choro reprimido, aquele silenciado, que faz força para não deixar cair  uma gota sequer . Onde a respiração conspira contra e vai esconder-se e leva  o oxigênio junto. E os motivos estão dentro de si. Na luta travada entre alma, espírito e corpo.

O senhor te mandou sair de si, . Vai-te, não delongas mais o teu destino. Tu pediste norte e o senhor apontou a tua sorte. Acata. Chora. Chora. Despede-te dos teus. Despede-te de ti e promete nunca mais voltar, pois tu vais ao encontro do teu verdadeiro eu.

Não tem escapatória, eis a melancolia em si. Adentrando finalmente na sua alma. Eis que todo o torpor deixa-se ir.

Os dias de luta começam, e fugir de si é impossível para àquele que não está no propósito de Deus.

Ele diz: Busque a natureza, saia dessa selva de loucos. Mantenha seu coração intacto.


Magoe quem tem que ser magoado. Chore, pois suas lágrimas é amor verdadeiro. Busque verdadeiramente o amor de Deus aproximando-se dEle, e só será possível obedecendo a ele.


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